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  • CVM mantém objeções à OPA da Ecopetrol pela Brava

    CVM mantém objeções à OPA da Ecopetrol pela Brava

    A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ratificou as objeções de sua área técnica à oferta pública de aquisição (OPA) lançada pela Ecopetrol para assumir o controle da Brava Energia (BRAV3). O recurso da petroleira colombiana contra essa decisão foi encaminhado ao Colegiado da CVM que decidirá se a oferta pode prosseguir nos termos originais.

    A informação consta de fato relevante divulgado pela Brava Energia nesta terça-feira (7).

    A OPA faz parte de uma operação maior. Em abril de 2026, a Ecopetrol firmou contratos privados de compra e venda de ações (SPA) com um grupo de acionistas relevantes da Brava — Jive, Yellowstone e o bloco Somah Printemps Quantum — para adquirir cerca de 26% do capital da companhia.

    Em seguida, em maio, lançou a OPA voluntária na B3 ao preço de R$ 23 por ação para comprar mais 25% e alcançar 51% do capital votante.

    No entanto os acionistas que participaram dos contratos privados teriam recebido R$ 24 por ação, enquanto a OPA para os demais minoritários fixava R$ 23. A área técnica da CVM identificou dois problemas na estrutura da operação.

    Brava e os problemas do OPA

    O primeiro diz respeito ao tratamento equitativo — princípio segundo o qual acionistas de uma mesma classe devem receber condições iguais em operações que afetem suas participações. O segundo envolve a titularidade das ações: a SRE entendeu que a Ecopetrol não detinha direito incondicional sobre as ações objeto dos contratos privados, uma vez que estes estavam condicionados ao sucesso da própria OPA.

    Com base nessas objeções, a CVM suspendeu a OPA em 15 de junho de 2026. O leilão na B3, previsto para 25 de junho, foi adiado por prazo indeterminado.

    A Ecopetrol manifestou discordância em relação ao entendimento da área técnica e protocolou recurso ao Colegiado da CVM. A Brava Energia, por sua vez, declarou no fato relevante que não tem conhecimento de alteração nas condições da OPA já divulgadas e que acompanhará a tramitação do recurso.

    O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) — órgão responsável por analisar operações de concentração — já havia aprovado a transação sem restrições. Portanto, a análise da CVM é a principal etapa pendente para a conclusão do negócio.

    O Colegiado da CVM vai julgar o mérito do recurso. Segundo reportagem do Seu Dinheiro, a Ecopetrol teria prazo de 30 dias a partir da suspensão para solucionar as irregularidades ou obter decisão favorável do Colegiado. Caso os questionamentos não sejam superados nesse período, o registro da OPA poderia ser cancelado em definitivo.

    * Este conteúdo foi gerado por uma inteligência artificial com base em informações públicas e posteriormente revisado por um jornalista.

  • Engie oferta R$ 10,5 bi pela usina de Jirau; entenda

    Engie oferta R$ 10,5 bi pela usina de Jirau; entenda

    A Engie Brasil Energia (EGIE3) protocolou nesta segunda-feira (6) na CVM uma oferta pública primária de ações que pode movimentar até R$ 10,5 bilhões. O objetivo é completar a aquisição da fatia de 40% da usina hidrelétrica de Jirau, hoje nas mãos de sua controladora, a Engie Brasil Participações (EBP).

    Por volta das 16h desta segunda-feira, as ações da Engie (EGIE3) subiam 0,53%.

    A oferta parte de 178,7 milhões de ações, equivalentes a R$ 5,744 bilhões ao valor de referência, e pode ser ampliada em até 82,8% para atender a demanda adicional, chegando a cerca de R$ 10,5 bilhões. O excedente, nesse caso, entra em dinheiro no caixa e será destinado ao que a companhia chama de otimização da estrutura de capital.

    Os acionistas atuais têm prioridade para subscrever proporcionalmente à participação que já detêm, no período de 6 a 10 de julho, o que lhes permite evitar diluição. O preço por ação será definido em 14 de julho, após o bookbuilding, com liquidação prevista para o dia 17. Coordenam a operação Itaú BBA, como líder, Santander, Bradesco BBI, BTG Pactual e Morgan Stanley.

    Os detalhes da oferta

    Jirau, no Rio Madeira (RO), é a quarta maior hidrelétrica do Brasil, com 3.750 MW de capacidade instalada. Os demais 60% seguem com Axia Energia (40%) e Mitsui (20%).

    A EBP, controladora com 68,7% da companhia listada, comprometeu-se a subscrever R$ 5,744 bilhões em ações novas integralizando com as próprias ações da Jirau, e não em dinheiro — uma contribuição de bens. Concluída a oferta, a companhia listada passa a ser dona direta dos 40% da usina.

    Engie e o investidor

    Por se tratar de uma transação entre partes relacionadas — a controladora transferindo um ativo à controlada —, o valor da Jirau passou por laudo de avaliador independente, a Apsis, que apontou uma faixa de R$ 5,39 bilhões a R$ 5,93 bilhões, com valor intermediário em torno de R$ 5,66 bilhões.

    O valor final de R$ 5,744 bilhões resulta da atualização por CDI até 30 de junho. A operação foi aprovada em assembleia geral extraordinária em 2 de julho, com o apoio de 89,81% do capital votante; a EBP, por ser a vendedora, absteve-se das deliberações sobre o laudo.

    A oferta é restrita a investidores profissionais, com exceção da prioridade garantida aos atuais acionistas, e segue o rito de registro automático da Resolução CVM 160.

    No mesmo movimento, a Engie protocolou o pedido de registro de uma emissão de debêntures de até R$ 700 milhões, em duas séries, também sob o rito automático da CVM 160. Os recursos são destinados a recompor capital de giro.

    * Este conteúdo foi gerado por uma inteligência artificial com base em informações públicas e posteriormente revisado por um jornalista.