Tag: Mercado de Capitais

  • Após Chapter 11, Azul (AZUL3) divulga metas de desalavancagem e crescimento até 2029

    Após Chapter 11, Azul (AZUL3) divulga metas de desalavancagem e crescimento até 2029

    Menos de cinco meses após concluir a saída de um processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, a Azul S.A. divulgou ao mercado, em 9 de julho de 2026, as metas estratégicas que a administração pretende atingir até 2029: reduzir a relação entre dívida líquida e geração de caixa operacional para abaixo de 1,5 vez e alcançar um valor de mercado 150% superior ao atual.

    Na mesma data, a companhia estreou na New York Stock Exchange (NYSE), a principal bolsa dos Estados Unidos, migrando de um segmento voltado a empresas de menor porte.

    As duas metas

    A primeira é de desalavancagem. A Azul quer que a razão entre sua dívida líquida e o EBITDA — indicador que mede quantas vezes o lucro operacional seria necessário para quitar as dívidas da empresa — fique abaixo de 1,5 vez até 2029. O documento descreve o objetivo como continuação do “processo de redução do endividamento e fortalecimento da estrutura de capital iniciado com a conclusão da reestruturação”.

    A segunda é de criação de valor: a administração quer que o valor de mercado da companhia seja 150% maior que o patamar atual até 2029. A Azul não fixou o número de referência no fato relevante. O caminho previsto inclui crescimento operacional, expansão do EBITDA, disciplina na alocação de capital e desalavancagem progressiva.

    EBITDA é a sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização — medida da geração de caixa operacional de uma empresa, amplamente usada para comparar desempenho entre companhias do mesmo setor.

    De onde a Azul parte

    As metas têm como ponto de partida uma empresa em reconstrução financeira. A Azul pediu proteção sob o Chapter 11 da legislação norte-americana — mecanismo equivalente à recuperação judicial brasileira — em maio de 2025. Em fevereiro de 2026, concluiu o processo em menos de nove meses. Segundo reportagem do Times Brasil | CNBC, a operação incluiu injeção de US$ 850 milhões em novos investimentos e redução de dívidas e arrendamentos em cerca de US$ 2,5 bilhões. American Airlines e United Airlines passaram a deter participação acionária.

    A reestruturação reduziu a alavancagem da Azul de 4,9 vezes o EBITDA no quarto trimestre de 2024 para abaixo de 2,5 vezes após a saída do processo — o menor nível da história da companhia, segundo o Investing.com, com base em resultados divulgados pela Azul. A meta do fato relevante prevê reduzi-la ainda mais, para abaixo de 1,5 vez, até 2029.

    Ressalvas

    A Azul reconheceu, no próprio comunicado, que as metas “constituem objetivos estratégicos de médio prazo” e “não representam garantia de desempenho futuro”. A consecução depende de fatores como o desempenho da economia brasileira e global, as condições do mercado de capitais e aspectos regulatórios e concorrenciais do setor aéreo. A companhia informou que manterá acionistas e o mercado informados sobre fatos relevantes relacionados ao tema.


    Este texto foi produzido com auxílio de inteligência artificial e revisado por um jornalista humano antes da publicação.

  • Natura (NATU3) projeta queda de até 10% na receita do 2T26

    Natura (NATU3) projeta queda de até 10% na receita do 2T26

    Cinco fatores operacionais se somaram e pressionaram a receita da Natura no segundo trimestre de 2026 além do esperado. Troca de sistemas, fechamento de fábrica, reposicionamento de canais e um impacto tributário temporário convergiram ao mesmo tempo no Brasil. A companhia estima receita líquida consolidada entre R$ 5,1 bilhões e R$ 5,2 bilhões no período — queda de 9% a 10% na comparação anual.

    A Natura Cosméticos (NATU3) divulgou os dados em caráter excepcional nesta quarta-feira, 8 de julho, em fato relevante publicado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ela acontece antes do período de silêncio da companhia, que começa em 12 de julho.

    O que pesou

    As operações no Brasil concentraram os pontos negativos. A administração identificou cinco fatores simultâneos que pesaram na receita do mercado local.

    O primeiro foi a escassez severa de produtos durante a estabilização de um novo sistema de Planejamento Integrado, a atualização do SAP e a relocação de volumes da fábrica de Interlagos, recentemente fechada. A falta de produtos reduziu o volume no canal de venda por relações — o modelo em que consultoras autônomas revendem produtos ao próprio círculo social. A queda na atividade e na produtividade das consultoras foi maior do que a recuperação registrada na comparação trimestral.

    O segundo fator apontado foi a desaceleração no canal online. A empresa implementou políticas de preços harmonizadas entre canais. O objetivo é sustentar o crescimento do direct-to-consumer, ou D2C — o modelo de venda direta ao consumidor final, sem intermediários. No curto prazo, porém, a medida freou as vendas digitais.

    Em seguida, a transição de 100% dos contratos de franquia para um modelo baseado em sell-out — a venda ao consumidor final, em vez das compras feitas pelas franquias à empresa (sell-in) — reduziu temporariamente os estoques nas lojas franqueadas. Por sua vez, isso desacelerou as compras das franquias.

    Por fim, um descasamento no ICMS-ST concentrou efeito no 2T26. O ICMS-ST é o regime de substituição tributária pelo qual o fabricante recolhe antecipadamente o imposto de toda a cadeia de distribuição. Mudanças nas regras do estado de São Paulo geraram o impacto.

    O que funcionou

    Ainda assim, a região Hispânica cresceu. A Natura registrou crescimento positivo em moeda constante em todos os mercados da região pelo segundo trimestre consecutivo. A métrica de moeda constante exclui o efeito de variações cambiais e permite comparar o desempenho real das operações em países com moedas distintas.

    Quanto à rentabilidade, a companhia espera expansão na margem EBITDA reportada em relação ao trimestre anterior. O EBITDA mede o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização — um indicador da capacidade de geração de caixa da operação. A melhora vem de menores despesas com rescisões e de eficiências do novo modelo operacional.

    A Natura em 2026 e os planos de recuperação

    Nos últimos anos, a companhia passou por uma reestruturação significativa. Vendeu a operação internacional da Avon e relançou a marca no Brasil em março. Para 2026, a administração mantém a meta de expandir a margem EBITDA acima de 14,1%. Também prevê aumento da geração de caixa em base anual, conforme divulgação anterior da companhia.

    O trimestre anterior também foi pressionado. No 1T26, a Natura registrou receita líquida de R$ 4,75 bilhões — queda de 7,7% anual. O prejuízo líquido chegou a R$ 445 milhões no período, ante resultado negativo de R$ 152 milhões no 1T25.

    A administração anunciou quatro iniciativas para recuperar a receita no Brasil. A primeira envolve reconfigurações na cadeia de abastecimento — ativos produtivos, fornecedores, fluxos e sistemas —, com potencial de ganhos no curto prazo.

    A segunda são ajustes nos incentivos da força de vendas, com ofertas e comunicação mais regionalizadas. Além disso, a empresa planeja expandir para novos marketplaces digitais e acelerar a loja digital das consultoras, chamada “Minha Loja”. Por fim, prevê retomar o ritmo acelerado de abertura de lojas, com novas franquias já sob o novo modelo de contrato.

    Próximos passos

    Os resultados completos do 2T26 serão divulgados em 10 de agosto. A partir de 12 de julho, a Natura entra em período de silêncio. Nessa prática, a empresa suspende comunicações sobre desempenho financeiro para garantir acesso simultâneo dos investidores à informação.

    As estimativas aqui descritas são preliminares e não auditadas. Os números estão sujeitos a revisão nos procedimentos regulares de fechamento contábil, previstos para antes de 10 de agosto.

    * Este conteúdo foi gerado por uma inteligência artificial com base em informações públicas e posteriormente revisado por um jornalista.

  • CVM mantém objeções à OPA da Ecopetrol pela Brava

    CVM mantém objeções à OPA da Ecopetrol pela Brava

    A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ratificou as objeções de sua área técnica à oferta pública de aquisição (OPA) lançada pela Ecopetrol para assumir o controle da Brava Energia (BRAV3). O recurso da petroleira colombiana contra essa decisão foi encaminhado ao Colegiado da CVM que decidirá se a oferta pode prosseguir nos termos originais.

    A informação consta de fato relevante divulgado pela Brava Energia nesta terça-feira (7).

    A OPA faz parte de uma operação maior. Em abril de 2026, a Ecopetrol firmou contratos privados de compra e venda de ações (SPA) com um grupo de acionistas relevantes da Brava — Jive, Yellowstone e o bloco Somah Printemps Quantum — para adquirir cerca de 26% do capital da companhia.

    Em seguida, em maio, lançou a OPA voluntária na B3 ao preço de R$ 23 por ação para comprar mais 25% e alcançar 51% do capital votante.

    No entanto os acionistas que participaram dos contratos privados teriam recebido R$ 24 por ação, enquanto a OPA para os demais minoritários fixava R$ 23. A área técnica da CVM identificou dois problemas na estrutura da operação.

    Brava e os problemas do OPA

    O primeiro diz respeito ao tratamento equitativo — princípio segundo o qual acionistas de uma mesma classe devem receber condições iguais em operações que afetem suas participações. O segundo envolve a titularidade das ações: a SRE entendeu que a Ecopetrol não detinha direito incondicional sobre as ações objeto dos contratos privados, uma vez que estes estavam condicionados ao sucesso da própria OPA.

    Com base nessas objeções, a CVM suspendeu a OPA em 15 de junho de 2026. O leilão na B3, previsto para 25 de junho, foi adiado por prazo indeterminado.

    A Ecopetrol manifestou discordância em relação ao entendimento da área técnica e protocolou recurso ao Colegiado da CVM. A Brava Energia, por sua vez, declarou no fato relevante que não tem conhecimento de alteração nas condições da OPA já divulgadas e que acompanhará a tramitação do recurso.

    O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) — órgão responsável por analisar operações de concentração — já havia aprovado a transação sem restrições. Portanto, a análise da CVM é a principal etapa pendente para a conclusão do negócio.

    O Colegiado da CVM vai julgar o mérito do recurso. Segundo reportagem do Seu Dinheiro, a Ecopetrol teria prazo de 30 dias a partir da suspensão para solucionar as irregularidades ou obter decisão favorável do Colegiado. Caso os questionamentos não sejam superados nesse período, o registro da OPA poderia ser cancelado em definitivo.

    * Este conteúdo foi gerado por uma inteligência artificial com base em informações públicas e posteriormente revisado por um jornalista.