O lucro líquido da Movida (MOVI3) dobrou no segundo trimestre de 2026. Segundo comunicado divulgado pela companhia nesta quinta-feira (16), a prévia dos resultados — ainda não auditada — mostra lucro líquido de R$135,6 milhões, mais que o dobro dos R$68 milhões registrados um ano antes. O valor superou o teto do próprio guidance da empresa, projeção de R$110 milhões a R$130 milhões que a Movida havia divulgado para o trimestre.
O resultado também veio 15% acima do consenso de mercado para o trimestre, de R$118 milhões, segundo dados da Bloomberg citados pela companhia.
A receita bruta total da Movida somou R$4,058 bilhões no trimestre, alta de 3,2% em relação ao mesmo período de 2025. O avanço mais expressivo veio da locação de veículos: a receita bruta desse segmento chegou a R$2,558 bilhões, recorde da companhia, com crescimento de 21,4% na comparação anual. Já a receita com a venda de carros seminovos recuou 17,8%, para R$1,5 bilhão no período.
EBITDA e EBIT batem recorde
O EBITDA — lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, medida usada para avaliar a geração de caixa operacional — somou R$1,687 bilhão, alta de 22,3%. Já o EBIT, que desconta também a depreciação e a amortização, ultrapassou R$1 bilhão pela primeira vez na história da companhia, com expansão de 29,3%.
A Movida atribui o resultado à forte demanda no RAC — segmento de aluguel avulso de veículos a pessoas físicas e jurídicas, distinto da terceirização de frotas de longo prazo. Essa demanda resultou na venda de 19,4 mil carros no trimestre, com margem EBITDA de seminovos estável em 1%.
Terceiro trimestre seguido de recuperação
Os números dão continuidade a uma trajetória de recuperação. A Movida saiu de um prejuízo líquido de R$254,6 milhões em 2023 para um lucro de R$305,1 milhões em 2024 e, desde então, vem superando sucessivamente os próprios guidances trimestrais.
O comunicado também associa a melhora do lucro a um cenário de juros altos desde 2022. Mas a Selic média do 2T26 (14,44%) ficou praticamente estável frente à do 2T25 (14,48%). A alta citada pela empresa se refere a um horizonte mais longo — a taxa, na verdade, entrou em trajetória de corte a partir de março de 2026.
As informações são preliminares, não auditadas e sujeitas a revisão até a divulgação oficial dos resultados. O comunicado foi assinado pela diretora administrativa e financeira e de relações com investidores da companhia.
* Este conteúdo foi gerado por uma inteligência artificial com base em informações públicas e posteriormente revisado por um jornalista.
