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  • Renova elege diretor, tem renúncias no conselho e eleva capital

    Renova elege diretor, tem renúncias no conselho e eleva capital

    A Renova Energia (RNEW3) elegeu um novo diretor e perdeu dois conselheiros nesta semana, no mesmo dia em que homologou um aumento de capital de R$ 1.788,48. A operação capitaliza créditos que a companhia mantém com a TSK Energia, credora desde o fim de sua recuperação judicial, em 2025.

    Diretor eleito, dois conselheiros renunciam

    Em fato relevante divulgado em 16 de julho de 2026, a Renova informou que o Conselho de Administração elegeu Sandro Kyoshi Yamamoto para o cargo de Diretor sem designação específica. É uma posição estatutária sem pasta fixa predefinida — cabe ao colegiado de diretores atribuir suas funções. Yamamoto já ocupava cargo executivo na companhia como diretor de novos negócios, regulação e relações institucionais. Ele liderou o projeto de instalação de data centers para mineração de criptomoedas no Complexo Eólico Alto Sertão III, avaliado em R$ 1 bilhão, segundo reportagem do NeoFeed.

    Na mesma reunião, a Companhia tomou conhecimento das renúncias de Daniel Teruo Famano e Ana Amélia Campos Toni aos cargos de conselheiros de administração. A Renova não informou o motivo das saídas. A companhia também não indicou prazo para a recomposição do Conselho, dizendo apenas que manterá o mercado informado sobre eventuais medidas futuras.

    A divulgação segue o art. 157, parágrafo 4º, da Lei das Sociedades por Ações, e a Resolução CVM nº 44/2021. As normas obrigam companhias abertas a informar o mercado, de imediato, sobre fatos capazes de influenciar a decisão de investidores — entre eles, mudanças na administração. Conselho de Administração e Diretoria são órgãos distintos: o primeiro define estratégia e fiscaliza a gestão, a segunda executa o dia a dia da empresa. Uma mesma pessoa pode migrar de um para o outro, como ocorreu com Yamamoto.

    Aumento de capital repete mecanismo de capitalização de dívida

    Em fato relevante separado, publicado na mesma data, a Renova informou que o Conselho de Administração homologou o aumento de capital aprovado em reunião de 30 de março de 2026. A homologação ocorreu dentro do limite do capital autorizado — o teto de novas ações que o Conselho pode emitir sem aprovação prévia da assembleia de acionistas. A operação capitaliza um adiantamento para futuro aumento de capital, o chamado AFAC — mecanismo pelo qual um credor ou acionista entrega recursos à companhia antes da emissão formal das ações, convertidos depois em capital quando o aumento é homologado.

    O aumento foi homologado em R$ 1.788,48, com a emissão de 828 novas ações ordinárias ao preço unitário de R$ 2,16. Do total, acionistas que exerceram direito de preferência subscreveram R$ 77,76, equivalentes a 36 ações. O mecanismo, previsto no art. 171 da Lei das Sociedades por Ações, garante ao acionista subscrever novas ações na proporção que já detém, antes que terceiros o façam. As demais 792 ações foram subscritas pela TSK Energia, credora da Companhia.

    A operação segue um mecanismo já usado pela companhia. Em setembro de 2025, a Renova homologou outro aumento de capital dentro do mesmo esquema de capitalização de créditos, com acionistas exercendo direito de preferência e o remanescente das ações absorvido pela TSK Energia. A série de capitalizações remonta à recuperação judicial da Renova, aberta em 2019. O processo teve sentença de encerramento proferida em 11 de junho de 2025, pela 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, que reconheceu o cumprimento integral das obrigações do plano.

    Com a homologação, o capital social da Renova passa a R$ 4,7 bilhões, divididos em 373,1 milhões de ações — 310,7 milhões ordinárias e 62,4 milhões preferenciais. A recomposição do Conselho de Administração, após as duas renúncias, ainda não tem data definida.

    * Este conteúdo foi gerado por uma inteligência artificial com base em informações públicas e posteriormente revisado por um jornalista.