Aura Minerals (AURA33) tem maior produção semestral da história

Em fato relevante de 10 de julho, a companhia divulgou produção de 75.437 GEO no 2T26 e confirmou aderência ao guidance anual

Logotipo da Aura com inscrição “360° Mining” em fundo branco

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No primeiro semestre de 2026, Aura Minerals produziu 157.574 GEO (sigla em inglês para onças equivalentes de ouro). Esse é o maior volume semestral da história da companhia. O resultado, divulgado em fato relevante em 10 de julho, supera em 27% o mesmo período de 2025. Nos últimos doze meses, a produção chegou a 313.868 GEO, alta de 21%.

Apenas no segundo trimestre, a Aura produziu 75.437 GEO, queda de 8% frente ao primeiro trimestre e alta de 18% sobre o mesmo período de 2025. As vendas atingiram 77.764 GEO no trimestre e 159.129 GEO no semestre, crescimento de 29% sobre o 1S25.

Segundo o comunicado, o recuo trimestral reflete o planejamento da lavra, ou seja, a ordem de extração das áreas da mina. Em fases com menor teor de minério, a produção tende a cair sem que isso indique desvio operacional.

De acordo com o CEO da companhia, o resultado ficou em linha com as expectativas e mantém a Aura aderente ao guidance anual — a faixa de produção projetada pela empresa. Para 2026, a estimativa está entre 340 mil e 390 mil GEO. Com isso, o volume produzido no primeiro semestre equivale a cerca de 43% do ponto médio do intervalo, de 365 mil GEO.

O avanço de 27% na comparação anual reflete, em parte, a expansão do portfólio. A mina Borborema iniciou a produção comercial no segundo trimestre de 2025, enquanto a Mineração Serra Grande, adquirida em dezembro do mesmo ano, passa a contribuir integralmente ao longo de 2026.

Mina a mina

Almas (Brasil) registrou o melhor desempenho comparativo do trimestre. Produziu 16.130 GEO, alta de 25% sobre o 2T25 e de 2% sobre o 1T26. O avanço decorre do projeto de expansão da planta: no semestre, o volume de minério processado cresceu 20% e a alimentação à planta subiu 30%. No 1S26, Almas acumula 31.968 GEO, crescimento de 23%.

Aranzazu (México), mina de cobre, ouro e prata, produziu 17.882 GEO no trimestre, alta de 14% frente ao 1T26. O movimento reflete, principalmente, a dinâmica de preços na conversão para GEO. O preço médio realizado do ouro caiu 9% na comparação trimestral, para US$ 4.416/oz. Já o cobre subiu 5%, para US$ 6,09/lb, favorecendo a conversão. A preços constantes — metodologia que elimina o efeito de oscilações de preço para isolar mudanças na produção física —, Aranzazu cresceu 8%, explicado por teores mais altos no sequenciamento de lavra. No 1S26, Aranzazu acumula 33.576 GEO, queda de 21% sobre o mesmo período de 2025.¹

Minosa (Honduras) produziu 14.284 GEO, queda de 18% frente ao 1T26 e de 21% em relação ao 2T25. A redução se associa ao aumento do nível de empilhamento na pilha de lixiviação e à menor alimentação de minério à planta. A pilha de lixiviação é uma estrutura em que o minério é umedecido com solução química para extração de ouro ao longo do tempo; variações no nível de empilhamento afetam a eficiência do processo. No semestre, Minosa soma 31.683 GEO, queda de 11%.

Apoena (Brasil) produziu 5.704 GEO, queda de 24% frente ao 1T26, em razão de redução de teor de 0,8 g/t para 0,6 g/t, conforme o sequenciamento de lavra. A companhia projeta teores mais altos na Cava Nosde no segundo semestre de 2026.

Borborema (Brasil) produziu 14.251 GEO, queda de 17% frente ao 1T26, por redução de teor de 1,41 g/t para 1,16 g/t, também dentro do plano. A companhia avança nos estudos técnicos para a expansão planejada, apoiada pelo acordo de relocação de rodovia com o DNIT.

MSG (Crixás, Goiás) produziu 7.186 GEO, queda de 16% frente ao 1T26. O desempenho está em linha com a estratégia de turnaround da mina. Turnaround operacional é o processo de recuperação de uma operação que produz abaixo do potencial, geralmente com mudanças de método e investimento em infraestrutura. A Aura investe em infraestrutura subterrânea para inverter o método de lavra de descendente para ascendente (bottom-up).

Portfólio em expansão

Enquanto as operações seguem o plano anual, a Aura avança em projetos de crescimento para os próximos anos.

O projeto Era Dorada, na Guatemala, entrou em plena construção após aprovação do Conselho de Administração em abril de 2026. A mina subterrânea de ouro foi adquirida via Bluestone Resources em janeiro de 2025. Nos primeiros quatro anos de operação plena, a produção estimada é de 111.000 GEO. Com a aprovação da construção, o capex de expansão previsto para 2026 subiu de US$ 111–130 milhões para US$ 262–314 milhões.

A MSG foi adquirida da AngloGold Ashanti em dezembro de 2025. O valor enterprise acordado foi de US$ 76 milhões, dos quais US$ 72,8 milhões foram pagos no fechamento. O restante está estruturado como participação de 3% sobre a receita líquida de fundição dos recursos minerais identificados. A AngloGold reportou produção de 80.000 oz na mina em 2024. A Aura implementa plano de recuperação operacional com foco na inversão do método de lavra.

Contexto financeiro

O período financeiro mais recente com resultados completos é o primeiro trimestre de 2026. Naquele trimestre, a Aura registrou receita líquida de US$ 382,6 milhões, alta de 136% em relação ao 1T25. O EBITDA chegou a US$ 244 milhões e o lucro líquido a US$ 95,2 milhões. A companhia declarou dividendo de US$ 0,78 por ação, equivalente a aproximadamente US$ 65 milhões.

As informações deste fato relevante são de natureza preliminar. Os resultados finais de produção do segundo trimestre de 2026 podem diferir dos números divulgados. A companhia adverte para que não se deposite confiança excessiva nas cifras nesta fase.


¹ A tabela de produção por tipo de metal de Aranzazu no fato relevante apresenta valores distintos para o 1S26 (83.149 GEO a preços correntes). A diferença em relação à soma dos trimestres (15.694 + 17.882 = 33.576 GEO) decorre de metodologias diferentes de apuração do GEO semestral. Este texto utiliza os números da tabela consolidada por mina, que são os referenciados no corpo do comunicado. Leitores que desejarem analisar a produção por metal em Aranzazu devem consultar diretamente o fato relevante.


Este texto foi produzido com auxílio de inteligência artificial e revisado por um jornalista humano antes da publicação.

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