Categoria: Empresas

  • Renova elege diretor, tem renúncias no conselho e eleva capital

    Renova elege diretor, tem renúncias no conselho e eleva capital

    A Renova Energia (RNEW3) elegeu um novo diretor e perdeu dois conselheiros nesta semana, no mesmo dia em que homologou um aumento de capital de R$ 1.788,48. A operação capitaliza créditos que a companhia mantém com a TSK Energia, credora desde o fim de sua recuperação judicial, em 2025.

    Diretor eleito, dois conselheiros renunciam

    Em fato relevante divulgado em 16 de julho de 2026, a Renova informou que o Conselho de Administração elegeu Sandro Kyoshi Yamamoto para o cargo de Diretor sem designação específica. É uma posição estatutária sem pasta fixa predefinida — cabe ao colegiado de diretores atribuir suas funções. Yamamoto já ocupava cargo executivo na companhia como diretor de novos negócios, regulação e relações institucionais. Ele liderou o projeto de instalação de data centers para mineração de criptomoedas no Complexo Eólico Alto Sertão III, avaliado em R$ 1 bilhão, segundo reportagem do NeoFeed.

    Na mesma reunião, a Companhia tomou conhecimento das renúncias de Daniel Teruo Famano e Ana Amélia Campos Toni aos cargos de conselheiros de administração. A Renova não informou o motivo das saídas. A companhia também não indicou prazo para a recomposição do Conselho, dizendo apenas que manterá o mercado informado sobre eventuais medidas futuras.

    A divulgação segue o art. 157, parágrafo 4º, da Lei das Sociedades por Ações, e a Resolução CVM nº 44/2021. As normas obrigam companhias abertas a informar o mercado, de imediato, sobre fatos capazes de influenciar a decisão de investidores — entre eles, mudanças na administração. Conselho de Administração e Diretoria são órgãos distintos: o primeiro define estratégia e fiscaliza a gestão, a segunda executa o dia a dia da empresa. Uma mesma pessoa pode migrar de um para o outro, como ocorreu com Yamamoto.

    Aumento de capital repete mecanismo de capitalização de dívida

    Em fato relevante separado, publicado na mesma data, a Renova informou que o Conselho de Administração homologou o aumento de capital aprovado em reunião de 30 de março de 2026. A homologação ocorreu dentro do limite do capital autorizado — o teto de novas ações que o Conselho pode emitir sem aprovação prévia da assembleia de acionistas. A operação capitaliza um adiantamento para futuro aumento de capital, o chamado AFAC — mecanismo pelo qual um credor ou acionista entrega recursos à companhia antes da emissão formal das ações, convertidos depois em capital quando o aumento é homologado.

    O aumento foi homologado em R$ 1.788,48, com a emissão de 828 novas ações ordinárias ao preço unitário de R$ 2,16. Do total, acionistas que exerceram direito de preferência subscreveram R$ 77,76, equivalentes a 36 ações. O mecanismo, previsto no art. 171 da Lei das Sociedades por Ações, garante ao acionista subscrever novas ações na proporção que já detém, antes que terceiros o façam. As demais 792 ações foram subscritas pela TSK Energia, credora da Companhia.

    A operação segue um mecanismo já usado pela companhia. Em setembro de 2025, a Renova homologou outro aumento de capital dentro do mesmo esquema de capitalização de créditos, com acionistas exercendo direito de preferência e o remanescente das ações absorvido pela TSK Energia. A série de capitalizações remonta à recuperação judicial da Renova, aberta em 2019. O processo teve sentença de encerramento proferida em 11 de junho de 2025, pela 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, que reconheceu o cumprimento integral das obrigações do plano.

    Com a homologação, o capital social da Renova passa a R$ 4,7 bilhões, divididos em 373,1 milhões de ações — 310,7 milhões ordinárias e 62,4 milhões preferenciais. A recomposição do Conselho de Administração, após as duas renúncias, ainda não tem data definida.

    * Este conteúdo foi gerado por uma inteligência artificial com base em informações públicas e posteriormente revisado por um jornalista.

  • Lucro da Movida soma R$136 milhões no 2T26, dobro do ano anterior

    Lucro da Movida soma R$136 milhões no 2T26, dobro do ano anterior

    O lucro líquido da Movida (MOVI3) dobrou no segundo trimestre de 2026. Segundo comunicado divulgado pela companhia nesta quinta-feira (16), a prévia dos resultados — ainda não auditada — mostra lucro líquido de R$135,6 milhões, mais que o dobro dos R$68 milhões registrados um ano antes. O valor superou o teto do próprio guidance da empresa, projeção de R$110 milhões a R$130 milhões que a Movida havia divulgado para o trimestre.

    O resultado também veio 15% acima do consenso de mercado para o trimestre, de R$118 milhões, segundo dados da Bloomberg citados pela companhia.

    A receita bruta total da Movida somou R$4,058 bilhões no trimestre, alta de 3,2% em relação ao mesmo período de 2025. O avanço mais expressivo veio da locação de veículos: a receita bruta desse segmento chegou a R$2,558 bilhões, recorde da companhia, com crescimento de 21,4% na comparação anual. Já a receita com a venda de carros seminovos recuou 17,8%, para R$1,5 bilhão no período.

    EBITDA e EBIT batem recorde

    O EBITDA — lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, medida usada para avaliar a geração de caixa operacional — somou R$1,687 bilhão, alta de 22,3%. Já o EBIT, que desconta também a depreciação e a amortização, ultrapassou R$1 bilhão pela primeira vez na história da companhia, com expansão de 29,3%.

    A Movida atribui o resultado à forte demanda no RAC — segmento de aluguel avulso de veículos a pessoas físicas e jurídicas, distinto da terceirização de frotas de longo prazo. Essa demanda resultou na venda de 19,4 mil carros no trimestre, com margem EBITDA de seminovos estável em 1%.

    Terceiro trimestre seguido de recuperação

    Os números dão continuidade a uma trajetória de recuperação. A Movida saiu de um prejuízo líquido de R$254,6 milhões em 2023 para um lucro de R$305,1 milhões em 2024 e, desde então, vem superando sucessivamente os próprios guidances trimestrais.

    O comunicado também associa a melhora do lucro a um cenário de juros altos desde 2022. Mas a Selic média do 2T26 (14,44%) ficou praticamente estável frente à do 2T25 (14,48%). A alta citada pela empresa se refere a um horizonte mais longo — a taxa, na verdade, entrou em trajetória de corte a partir de março de 2026.

    As informações são preliminares, não auditadas e sujeitas a revisão até a divulgação oficial dos resultados. O comunicado foi assinado pela diretora administrativa e financeira e de relações com investidores da companhia.

    * Este conteúdo foi gerado por uma inteligência artificial com base em informações públicas e posteriormente revisado por um jornalista.

  • ISA Energia planeja captar até R$ 650 milhões com follow-on

    ISA Energia planeja captar até R$ 650 milhões com follow-on

    A ISA Energia Brasil (ISAE3) deu o primeiro passo para levantar até R$ 1,3 bilhão no mercado. A companhia protocolou nesta quarta-feira (15) um pedido de registro automático na CVM para uma nova oferta de ações, que pode movimentar cerca de R$ 650 milhões inicialmente e dobrar de tamanho com o lote adicional.

    A empresa pretende emitir cerca de 22,2 milhões de ações preferenciais, volume que pode chegar a 44 milhões caso a demanda permita a colocação integral do lote extra. Considerando o preço de fechamento de R$ 29,25 por ação em 14 de julho, usado como referência no comunicado, a oferta pode alcançar o valor máximo estimado.

    O preço final, no entanto, será definido apenas após o bookbuilding, etapa em que investidores institucionais indicam quanto estão dispostos a pagar pelos papéis.

    A operação é um follow-on, com emissão primária de ações preferenciais. Na prática, os recursos irão diretamente para o caixa da companhia, sem venda de participação por acionistas atuais.

    Quem coordena e para onde vai o dinheiro

    O BTG Pactual lidera a oferta, acompanhado por Bank of America, Bradesco BBI e Itaú BBA. No exterior, as instituições também atuarão por meio de afiliadas, focando investidores institucionais nos Estados Unidos e outros mercados. Nesses casos, a operação é estruturada para dispensar registro na SEC, a reguladora americana.

    O movimento já vinha sendo preparado desde o início de julho, quando a ISA Energia contratou o BTG como assessor financeiro para avaliar a operação e, na sequência, ampliou o sindicato de bancos.

    Agora, o fato relevante detalha o destino dos recursos: a liquidação de uma troca de participações com a AXIA Energia, antiga Eletrobras. Pelo acordo, a ISA Energia compra os 49% da Interligação Elétrica do Madeira que pertencem à AXIA e passa a deter 100% do ativo. Em contrapartida, vende sua fatia de 51% na Interligação Elétrica Garanhuns.

    A companhia afirma já ter obtido aprovações da Aneel, do Cade e de credores específicos, mas a conclusão da operação ainda depende de etapas usuais. Se o negócio não for adiante, os recursos da oferta serão destinados a investimentos em reforços e melhorias na rede de transmissão.

    Assembleia, cronograma e direito de prioridade

    A oferta ainda depende do aval dos acionistas para sair do papel. A companhia convocou uma assembleia para 24 de julho, na qual será votado o aumento do limite de capital autorizado — o teto previsto no estatuto que permite a emissão de novas ações sem necessidade de aprovação a cada operação.

    A controladora Isa Capital do Brasil, que detém 96,93% das ações ordinárias, já informou que votará a favor, inclusive por meio de voto à distância. Ainda assim, o cronograma chama atenção: a definição do preço por ação e o registro da oferta na CVM estão previstos para 23 de julho, um dia antes da assembleia que pode aprovar ou barrar a operação.

    A própria companhia reconhece o risco. Se os acionistas rejeitarem a proposta, a oferta será cancelada automaticamente, e os valores eventualmente aportados pelos investidores serão devolvidos sem juros ou correção monetária.

    Quem já é acionista terá direito de prioridade na compra das novas ações, proporcional à participação atual. Esse direito poderá ser exercido entre 15 e 21 de julho, por meio do agente de custódia. A Isa Capital do Brasil afirmou que pretende exercer sua preferência até o limite de sua fatia, hoje em 35,81%.

    Por fim, a empresa ressalta que o fato relevante não configura recomendação de investimento. A decisão de participar da oferta exige avaliação própria dos riscos — e, como em qualquer aplicação em renda variável, há possibilidade de perda total do capital investido.

    * Este conteúdo foi gerado por uma inteligência artificial com base em informações públicas e posteriormente revisado por um jornalista.

  • Engie eleva capital em R$ 8,36 bi e fecha compra da Jirau

    Engie eleva capital em R$ 8,36 bi e fecha compra da Jirau

    A ENGIE Brasil Energia (EGIE3) fixou o preço de sua nova oferta de ações em R$ 30,50 por papel. O Conselho de Administração tomou a decisão em fato relevante do dia 14 de julho. Na mesma reunião, o colegiado aprovou o efetivo aumento do capital social, de R$ 8,36 bilhões. A companhia vai emitir cerca de 274 milhões de novas ações ordinárias.

    A companhia lançou a oferta em 6 de julho, quando protocolou o pedido de registro automático na CVM. Ela serve para transferir à companhia aberta a fatia de 40% que a controladora ENGIE Brasil Participações (EBP) detém na usina hidrelétrica de Jirau.

    Com o aumento, o capital social da ENGIE Brasil passa a somar R$ 15,22 bilhões. Ele fica dividido em cerca de 1,42 bilhão de ações ordinárias. Todo o dinheiro captado vai para a conta de capital social da companhia.

    Como fica a fatia da EBP na Jirau

    A oferta é uma distribuição primária de ações. Nesse formato, os recursos entram direto no caixa da empresa emissora, e não no bolso de um acionista vendedor. A operação seguiu o rito de registro automático da Resolução CVM 160. Esse rito dispensa análise prévia de mérito pela CVM antes da distribuição. Ele agiliza o processo, mas não substitui o julgamento do investidor sobre o negócio.

    O preço de R$ 30,50 saiu do procedimento de bookbuilding. Nesse processo, investidores profissionais indicam interesse de compra, e a demanda observada ajuda a formar o preço final. A companhia destinou a oferta exclusivamente a esse público. Investidores profissionais têm maior capacidade financeira e mais sofisticação técnica, e por isso enfrentam menos exigências de proteção do que o investidor de varejo. Os atuais acionistas da companhia, porém, tiveram prioridade garantida para subscrever 100% das ações.

    A EBP manteve o compromisso, firmado em 2 de julho, de subscrever ações no valor de R$ 5,74 bilhões. Ela paga por elas não com dinheiro, mas com as próprias ações que detém na Jirau. É esse mecanismo que transfere os 40% do capital da usina para a companhia listada.

    A operação envolve a controladora de um lado e a companhia aberta do outro. Por isso, ela conta como transação com parte relacionada — modalidade que costuma exigir camadas extras de governança contra conflito de interesse. Neste caso, o Comitê Especial Independente para Transações com Partes Relacionadas da companhia acompanhou o processo. Os acionistas também aprovaram a operação em Assembleia Geral Extraordinária, em 2 de julho, com 89,81% do capital votante.

    O valor da fatia da Jirau também passou por laudo de avaliador independente, a Apsis Consultoria Empresarial. O laudo apontou uma faixa de R$ 5,39 bilhões a R$ 5,93 bilhões. A integralização final, atualizada pelo CDI até o fim de junho, ficou dentro desse intervalo.

    Antes da operação, três sócias dividiam o capital da concessionária Jirau Energia. A EBP tinha 40%. A Axia Energia — nome atual da antiga Eletrobras — tinha outros 40%. A Mizha Participações, subsidiária da Mitsui, ficava com os 20% restantes. A usina, no rio Madeira (RO), é a quarta maior hidrelétrica do país, com 3.750 MW de capacidade instalada.

    Excesso de demanda e o que muda a partir de agora

    Antes da precificação, a oferta previa a possibilidade de um lote adicional de até 148 milhões de ações. Esse volume equivale a 82,8% a mais sobre a base inicial. No fato relevante desta terça, porém, a companhia informou que a alocação final de ações adicionais ficou em 95,4 milhões, ou 53,4%. O número ficou abaixo do teto que havia sido cogitado no lançamento da oferta.

    Ainda assim, houve excesso de demanda superior a um terço da quantidade inicialmente ofertada. Por regra da Resolução CVM 160, isso levou ao cancelamento automático das intenções de investimento de Pessoas Vinculadas na oferta institucional. Pessoas Vinculadas são investidores com relação próxima à oferta, como funcionários dos bancos coordenadores ou administradores da própria companhia. O compromisso da EBP, no entanto, permaneceu válido. Por ser irrevogável e limitado ao valor da fatia da Jirau, ele seguiu o plano de distribuição já definido.

    A oferta não previu lote suplementar nem procedimento de estabilização de preço. Isso significa que não há mecanismo formal para conter oscilações do papel no mercado secundário. A B3 passa a negociar as ações a partir de amanhã (16). A liquidação física e financeira ocorre no dia seguinte, 17 de julho.

    A CVM concedeu o registro automático no mesmo dia da fixação do preço. O número do registro é CVM/SRE/AUT/ACO/PRI/2026/008. Por seguir esse rito, a operação não passou por análise prévia de mérito da CVM nem da ANBIMA. Mais informações estão disponíveis no site de relações com investidores da companhia.

    * Este conteúdo foi gerado por uma inteligência artificial com base em informações públicas e posteriormente revisado por um jornalista.

  • Ânima recompra FMU por R$ 410 milhões, cinco anos após vendê-la

    Ânima recompra FMU por R$ 410 milhões, cinco anos após vendê-la

    A Ânima Holding (ANIM3) fechou contrato para recomprar a FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas), cinco anos depois de ter vendido a instituição paulistana para viabilizar a aprovação regulatória de sua compra bilionária dos ativos da Laureate no Brasil. A operação foi anunciada em comunicado no portal da CVM nesta terça-feira (14), com valor de R$ 410 milhões — abaixo dos R$ 500 milhões pelos quais a própria Ânima havia vendido a FMU em 2021.

    A compra é feita pela Rede Educacional do Brasil, subsidiária integral da Ânima, e tem como vendedor o Camp Nou Fundo de Investimentos em Participações Multiestratégia. O Camp Nou é o veículo pelo qual a gestora Farallon controla a FMU desde 2021 — ou seja, a Ânima recompra a instituição do mesmo grupo a quem vendeu.

    A FMU está em recuperação judicial. Segundo o comunicado, o processo de compra e venda de cotas foi assinado nesta terça, com a aquisição da totalidade do capital da instituição sujeita a condições ainda pendentes.

    Como a Ânima chegou a vender — e agora recomprar — a FMU

    Em 2020 e 2021, a Ânima negociou a compra dos ativos da Laureate no Brasil, um dos maiores negócios do setor educacional brasileiro. Como parte do mesmo desenho contratual, a companhia vendeu 100% da FMU ao fundo Farallon por R$ 500 milhões — uma venda pensada para facilitar a aprovação da operação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), autarquia federal que analisa e pode restringir negócios que concentrem mercado. A venda da FMU foi condicionada à aprovação do CADE para a compra da Laureate, e o negócio foi concluído em maio de 2021.

    Em março de 2025, a FMU pediu recuperação judicial — mecanismo legal que permite a uma empresa em dificuldade financeira renegociar dívidas com credores sob supervisão da Justiça, evitando a falência. À época, a instituição declarava dívidas da ordem de R$ 116 milhões a R$ 130 milhões sujeitas ao processo.

    Agora, com a FMU ainda em recuperação judicial, a Ânima assina o contrato para recomprá-la — por um valor R$ 90 milhões menor do que o da venda de 2021.

    Como fica o pagamento

    O preço de aquisição (“Equity Value”) é de R$ 410 milhões, dividido em duas partes. A primeira, de R$ 240 milhões, é paga à vista em dinheiro no fechamento da operação; se o fechamento ocorrer depois de 31 de dezembro de 2026, esse valor passa a ser corrigido pelo CDI, taxa de referência do mercado interbancário brasileiro usada para atualizar valores monetariamente.

    A segunda parcela, a prazo, vence em 31 de dezembro de 2029 ou três anos após a aprovação definitiva do CADE — o que ocorrer primeiro. Seu valor é o maior entre dois cálculos: um piso de R$ 170 milhões corrigido pelo CDI, ou uma fórmula de earn-out — mecanismo contratual em que parte do preço de uma aquisição é condicionada ao desempenho futuro do negócio comprado — atrelada ao EBITDA e à dívida líquida que a FMU apresentar até o vencimento da parcela. Na prática, quanto melhor for a recuperação financeira da FMU sob controle da Ânima, maior tende a ser o valor final pago pela segunda parcela.

    Por que a operação ainda não está fechada

    O fechamento da transação depende da aprovação do CADE, com conclusão estimada pela Ânima para o final de 2026, além de outras condições precedentes usuais em operações desse tipo.

    A Ânima também esclarece, no fato relevante, que a operação não se sujeita ao artigo 256 da Lei das S.A. (Lei 6.404/76) — dispositivo que exige aprovação em assembleia de acionistas quando uma companhia aberta compra o controle de outra sociedade em patamares considerados relevantes, como proteção aos acionistas minoritários. Segundo a companhia, isso ocorre porque a compra foi realizada pela Rede, subsidiária, e não diretamente pela Ânima Holding.

    Sobre a FMU

    A FMU tem mais de 50 anos de história e conceito institucional 5 no MEC — a nota mais alta do indicador do Ministério da Educação. A instituição tem 51 mil alunos matriculados em seis campi em São Paulo, além de mais de 200 unidades de ensino a distância pelo país. No período de 12 meses encerrado em 31 de março de 2026, a FMU teve receita líquida de R$ 281,7 milhões, EBITDA ajustado ex-IFRS 16 de R$ 52,9 milhões e dívida líquida ajustada de R$ 150,3 milhões, conforme o fato relevante.

    O que a Ânima diz sobre a operação

    Em nota, a companhia afirma que a chegada da FMU fortalece a posição estratégica de sua rede de instituições no ensino superior brasileiro. A Ânima também cita um processo de redução de endividamento: o múltiplo entre dívida líquida ajustada e EBITDA ajustado ex-IFRS 16 do grupo era de 2,39 vezes em 31 de março de 2026, segundo a companhia.

    A Ânima realiza um webinar em português, com tradução simultânea para o inglês, para detalhar a operação a investidores. A companhia orienta que dúvidas sejam encaminhadas ao Departamento de Relações com Investidores.

    * Este conteúdo foi gerado por uma inteligência artificial com base em informações públicas e posteriormente revisado por um jornalista.

  • R$ 5,1 bi: Oncoclínicas (ONCO3) protocola recuperação extrajudicial bilionária

    R$ 5,1 bi: Oncoclínicas (ONCO3) protocola recuperação extrajudicial bilionária

    A Oncoclínicas (ONCO3) entrou com um pedido de recuperação extrajudicial para reorganizar cerca de R$ 5,1 bilhões em dívidas financeiras sem garantia e créditos entre empresas do grupo.

    O pedido foi protocolado em 13 de julho de 2026 e já conta com a adesão de credores que representam aproximadamente 37% dos valores envolvidos.

    Na prática, esse tipo de recuperação permite que a empresa negocie diretamente com os credores antes de levar o plano à Justiça. Ou seja, parte do acordo já chega encaminhada para homologação, diferentemente do que ocorre na recuperação judicial.

    Oncoclínicas procura um respiro

    O plano ainda está em construção, mas pode envolver uma combinação de medidas: aporte de capital pelos acionistas, conversão de dívida em participação na empresa, troca de passivos por novas obrigações e prazos mais longos para pagamento. A companhia afirma que a reestruturação não afeta a operação do dia a dia, com pagamentos a fornecedores e parceiros mantidos normalmente.

    Como parte desse ajuste, duas controladas rescindiram contratos de locação do tipo built-to-suit, quando o imóvel é desenvolvido sob medida para o inquilino. Uma delas, o Centro Paulista de Oncologia, encerrou o contrato de uma unidade na Avenida Angélica, em São Paulo, com multa estimada em R$ 76 milhões já incluída no plano. Já a Cebrom, braço de radioterapia do grupo, cancelou um contrato ligado a um hospital em Goiânia; nesse caso, o valor ainda não foi definido.

    O pedido foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração e ainda precisará passar por uma assembleia de acionistas.

    O movimento vem após meses de negociações com credores. Em junho, a empresa tentou avançar com uma reestruturação mais ampla, mas as assembleias de debenturistas não tiveram quórum suficiente. Antes disso, a Oncoclínicas recorreu a um empréstimo emergencial para reforçar o caixa e manter os pagamentos em dia.

    No primeiro trimestre de 2026, a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 438,7 milhões, mais que o triplo do resultado negativo um ano antes.

    Em nota, a empresa afirmou que seguirá informando o mercado sobre qualquer novidade relevante relacionada ao processo.

    * Este conteúdo foi gerado por uma inteligência artificial com base em informações públicas e posteriormente revisado por um jornalista.

  • Aura Minerals (AURA33) tem maior produção semestral da história

    Aura Minerals (AURA33) tem maior produção semestral da história

    No primeiro semestre de 2026, Aura Minerals produziu 157.574 GEO (sigla em inglês para onças equivalentes de ouro). Esse é o maior volume semestral da história da companhia. O resultado, divulgado em fato relevante em 10 de julho, supera em 27% o mesmo período de 2025. Nos últimos doze meses, a produção chegou a 313.868 GEO, alta de 21%.

    Apenas no segundo trimestre, a Aura produziu 75.437 GEO, queda de 8% frente ao primeiro trimestre e alta de 18% sobre o mesmo período de 2025. As vendas atingiram 77.764 GEO no trimestre e 159.129 GEO no semestre, crescimento de 29% sobre o 1S25.

    Segundo o comunicado, o recuo trimestral reflete o planejamento da lavra, ou seja, a ordem de extração das áreas da mina. Em fases com menor teor de minério, a produção tende a cair sem que isso indique desvio operacional.

    De acordo com o CEO da companhia, o resultado ficou em linha com as expectativas e mantém a Aura aderente ao guidance anual — a faixa de produção projetada pela empresa. Para 2026, a estimativa está entre 340 mil e 390 mil GEO. Com isso, o volume produzido no primeiro semestre equivale a cerca de 43% do ponto médio do intervalo, de 365 mil GEO.

    O avanço de 27% na comparação anual reflete, em parte, a expansão do portfólio. A mina Borborema iniciou a produção comercial no segundo trimestre de 2025, enquanto a Mineração Serra Grande, adquirida em dezembro do mesmo ano, passa a contribuir integralmente ao longo de 2026.

    Mina a mina

    Almas (Brasil) registrou o melhor desempenho comparativo do trimestre. Produziu 16.130 GEO, alta de 25% sobre o 2T25 e de 2% sobre o 1T26. O avanço decorre do projeto de expansão da planta: no semestre, o volume de minério processado cresceu 20% e a alimentação à planta subiu 30%. No 1S26, Almas acumula 31.968 GEO, crescimento de 23%.

    Aranzazu (México), mina de cobre, ouro e prata, produziu 17.882 GEO no trimestre, alta de 14% frente ao 1T26. O movimento reflete, principalmente, a dinâmica de preços na conversão para GEO. O preço médio realizado do ouro caiu 9% na comparação trimestral, para US$ 4.416/oz. Já o cobre subiu 5%, para US$ 6,09/lb, favorecendo a conversão. A preços constantes — metodologia que elimina o efeito de oscilações de preço para isolar mudanças na produção física —, Aranzazu cresceu 8%, explicado por teores mais altos no sequenciamento de lavra. No 1S26, Aranzazu acumula 33.576 GEO, queda de 21% sobre o mesmo período de 2025.¹

    Minosa (Honduras) produziu 14.284 GEO, queda de 18% frente ao 1T26 e de 21% em relação ao 2T25. A redução se associa ao aumento do nível de empilhamento na pilha de lixiviação e à menor alimentação de minério à planta. A pilha de lixiviação é uma estrutura em que o minério é umedecido com solução química para extração de ouro ao longo do tempo; variações no nível de empilhamento afetam a eficiência do processo. No semestre, Minosa soma 31.683 GEO, queda de 11%.

    Apoena (Brasil) produziu 5.704 GEO, queda de 24% frente ao 1T26, em razão de redução de teor de 0,8 g/t para 0,6 g/t, conforme o sequenciamento de lavra. A companhia projeta teores mais altos na Cava Nosde no segundo semestre de 2026.

    Borborema (Brasil) produziu 14.251 GEO, queda de 17% frente ao 1T26, por redução de teor de 1,41 g/t para 1,16 g/t, também dentro do plano. A companhia avança nos estudos técnicos para a expansão planejada, apoiada pelo acordo de relocação de rodovia com o DNIT.

    MSG (Crixás, Goiás) produziu 7.186 GEO, queda de 16% frente ao 1T26. O desempenho está em linha com a estratégia de turnaround da mina. Turnaround operacional é o processo de recuperação de uma operação que produz abaixo do potencial, geralmente com mudanças de método e investimento em infraestrutura. A Aura investe em infraestrutura subterrânea para inverter o método de lavra de descendente para ascendente (bottom-up).

    Portfólio em expansão

    Enquanto as operações seguem o plano anual, a Aura avança em projetos de crescimento para os próximos anos.

    O projeto Era Dorada, na Guatemala, entrou em plena construção após aprovação do Conselho de Administração em abril de 2026. A mina subterrânea de ouro foi adquirida via Bluestone Resources em janeiro de 2025. Nos primeiros quatro anos de operação plena, a produção estimada é de 111.000 GEO. Com a aprovação da construção, o capex de expansão previsto para 2026 subiu de US$ 111–130 milhões para US$ 262–314 milhões.

    A MSG foi adquirida da AngloGold Ashanti em dezembro de 2025. O valor enterprise acordado foi de US$ 76 milhões, dos quais US$ 72,8 milhões foram pagos no fechamento. O restante está estruturado como participação de 3% sobre a receita líquida de fundição dos recursos minerais identificados. A AngloGold reportou produção de 80.000 oz na mina em 2024. A Aura implementa plano de recuperação operacional com foco na inversão do método de lavra.

    Contexto financeiro

    O período financeiro mais recente com resultados completos é o primeiro trimestre de 2026. Naquele trimestre, a Aura registrou receita líquida de US$ 382,6 milhões, alta de 136% em relação ao 1T25. O EBITDA chegou a US$ 244 milhões e o lucro líquido a US$ 95,2 milhões. A companhia declarou dividendo de US$ 0,78 por ação, equivalente a aproximadamente US$ 65 milhões.

    As informações deste fato relevante são de natureza preliminar. Os resultados finais de produção do segundo trimestre de 2026 podem diferir dos números divulgados. A companhia adverte para que não se deposite confiança excessiva nas cifras nesta fase.


    ¹ A tabela de produção por tipo de metal de Aranzazu no fato relevante apresenta valores distintos para o 1S26 (83.149 GEO a preços correntes). A diferença em relação à soma dos trimestres (15.694 + 17.882 = 33.576 GEO) decorre de metodologias diferentes de apuração do GEO semestral. Este texto utiliza os números da tabela consolidada por mina, que são os referenciados no corpo do comunicado. Leitores que desejarem analisar a produção por metal em Aranzazu devem consultar diretamente o fato relevante.


    Este texto foi produzido com auxílio de inteligência artificial e revisado por um jornalista humano antes da publicação.

  • Após Chapter 11, Azul (AZUL3) divulga metas de desalavancagem e crescimento até 2029

    Após Chapter 11, Azul (AZUL3) divulga metas de desalavancagem e crescimento até 2029

    Menos de cinco meses após concluir a saída de um processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, a Azul S.A. divulgou ao mercado, em 9 de julho de 2026, as metas estratégicas que a administração pretende atingir até 2029: reduzir a relação entre dívida líquida e geração de caixa operacional para abaixo de 1,5 vez e alcançar um valor de mercado 150% superior ao atual.

    Na mesma data, a companhia estreou na New York Stock Exchange (NYSE), a principal bolsa dos Estados Unidos, migrando de um segmento voltado a empresas de menor porte.

    As duas metas

    A primeira é de desalavancagem. A Azul quer que a razão entre sua dívida líquida e o EBITDA — indicador que mede quantas vezes o lucro operacional seria necessário para quitar as dívidas da empresa — fique abaixo de 1,5 vez até 2029. O documento descreve o objetivo como continuação do “processo de redução do endividamento e fortalecimento da estrutura de capital iniciado com a conclusão da reestruturação”.

    A segunda é de criação de valor: a administração quer que o valor de mercado da companhia seja 150% maior que o patamar atual até 2029. A Azul não fixou o número de referência no fato relevante. O caminho previsto inclui crescimento operacional, expansão do EBITDA, disciplina na alocação de capital e desalavancagem progressiva.

    EBITDA é a sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização — medida da geração de caixa operacional de uma empresa, amplamente usada para comparar desempenho entre companhias do mesmo setor.

    De onde a Azul parte

    As metas têm como ponto de partida uma empresa em reconstrução financeira. A Azul pediu proteção sob o Chapter 11 da legislação norte-americana — mecanismo equivalente à recuperação judicial brasileira — em maio de 2025. Em fevereiro de 2026, concluiu o processo em menos de nove meses. Segundo reportagem do Times Brasil | CNBC, a operação incluiu injeção de US$ 850 milhões em novos investimentos e redução de dívidas e arrendamentos em cerca de US$ 2,5 bilhões. American Airlines e United Airlines passaram a deter participação acionária.

    A reestruturação reduziu a alavancagem da Azul de 4,9 vezes o EBITDA no quarto trimestre de 2024 para abaixo de 2,5 vezes após a saída do processo — o menor nível da história da companhia, segundo o Investing.com, com base em resultados divulgados pela Azul. A meta do fato relevante prevê reduzi-la ainda mais, para abaixo de 1,5 vez, até 2029.

    Ressalvas

    A Azul reconheceu, no próprio comunicado, que as metas “constituem objetivos estratégicos de médio prazo” e “não representam garantia de desempenho futuro”. A consecução depende de fatores como o desempenho da economia brasileira e global, as condições do mercado de capitais e aspectos regulatórios e concorrenciais do setor aéreo. A companhia informou que manterá acionistas e o mercado informados sobre fatos relevantes relacionados ao tema.


    Este texto foi produzido com auxílio de inteligência artificial e revisado por um jornalista humano antes da publicação.

  • SLC Agrícola adquire 8,9 mil hectares no Mato Grosso por R$ 669 mi

    SLC Agrícola adquire 8,9 mil hectares no Mato Grosso por R$ 669 mi

    A SLC Agrícola (SLCE3) fechou acordo para adquirir 8,9 mil hectares agricultáveis no Mato Grosso por R$ 669 milhões. Assim, a empresa desembolsará bem menos do que os R$ 1,85 bilhão que pagaria pela totalidade do Bloco Mato Grosso.

    As companhias divulgaram o desfecho em fatos relevantes de 8 e 9 de julho de 2026. Com isso, encerraram o impasse que surgiu quando vários arrendatários reivindicaram ao mesmo tempo o direito de comprar as mesmas terras.

    O Bloco Mato Grosso reúne 41,2 mil hectares físicos e 28 mil hectares agricultáveis no estado do Mato Grosso. As terras pertencem ao Grupo Radar, plataforma de gestão de propriedades agrícolas. A gestora americana Nuveen controla o grupo, e a Cosan (CSAN3) detém participação minoritária. Portanto, o conjunto equivale a cerca de 12% do portfólio total da Radar, segundo arquivamento da Cosan na SEC americana.

    Três momentos até o acordo

    Em 17 de junho de 2026, a Cosan anunciou a venda do bloco por R$ 1,85 bilhão a um terceiro comprador. A imprensa especializada identificou esse comprador como o Grupo Bom Futuro. A SLC Agrícola já arrendava 17,6 mil hectares dessas propriedades. Por isso, reagiu nove dias depois: exerceu de forma irrevogável seu direito de preferência e notificou o Grupo Radar. Na notificação, a empresa afirmou que pretendia comprar a totalidade das terras pelo mesmo preço.

    O direito de preferência é uma cláusula contratual. Ela permite ao arrendatário comprar o imóvel arrendado nas mesmas condições que o proprietário ofereceu a um terceiro. Contudo, outros arrendatários também tinham esse direito. O Grupo Bom Futuro e o empresário Alexandre Jacques Bottan exerceram suas preferências ao mesmo tempo que a SLC. Dessa forma, criaram pretensões concorrentes sobre as mesmas terras.

    Com os direitos em conflito, as partes foram à mesa de negociação. O resultado foi um acordo de segregação consensual. Em vez de uma única compradora levar todo o bloco, os arrendatários dividiram as propriedades entre si. Assim, cada um ficou com uma porção proporcional ao tamanho e à qualidade da área. Porém, os fatos relevantes não discriminaram as fatias do Grupo Bom Futuro e de Alexandre Jacques Bottan.

    O que a SLC adquire e quanto pagará

    A SLC Agrícola comprará 8,9 mil hectares agricultáveis com toda a infraestrutura instalada: silos, algodoeira e outras benfeitorias operacionais. O valor total chega a R$ 669,04 milhões. Desse montante, a empresa depositará R$ 255,15 milhões em uma conta vinculada (escrow) na assinatura do acordo. Esse mecanismo de garantia bloqueia os recursos até as partes cumprirem as condições contratuais. Em seguida, a SLC pagará o saldo de R$ 413,88 milhões até 30 de outubro de 2026.

    A infraestrutura vale cerca de R$ 29,7 milhões. Descontado esse montante, a terra nua soma R$ 639,3 milhões, ou aproximadamente R$ 72 mil por hectare agricultável. A SLC já cultivava soja, milho e algodão nessas áreas, em sistema de rotação de culturas. Além dos 8,9 mil hectares comprados, a empresa manterá outros 8,7 mil hectares sob arrendamento nas mesmas propriedades. Parte desses contratos vai até as safras 2026/27 e 2029/30. Além disso, a SLC já recontratou 2,5 mil hectares com a nova proprietária, a Santa Maria Holding Ltda., por mais 15 anos.

    A compra parcial, em vez da totalidade do bloco, alivia a pressão sobre o endividamento da companhia. Segundo análises de mercado publicadas após o anúncio, a alavancagem da SLC ficaria em torno de 2,7 vezes a relação dívida líquida/EBITDA em 2026. Portanto, esse patamar fica abaixo do que a compra integral dos 41,2 mil hectares geraria.

    A entrada de caixa para a Cosan e os próximos passos

    Para a Cosan (CSAN3), a operação gera uma entrada indireta de aproximadamente R$ 586 milhões, referente à sua participação no Grupo Radar. Em comunicado arquivado na SEC americana em junho, a companhia vinculou a venda à sua estratégia de desinvestimentos, redução da alavancagem e simplificação de portfólio.

    O fechamento ainda depende de condições precedentes, ou seja, de requisitos contratuais que as partes precisam satisfazer antes de a transação virar definitiva. Entre eles, a operação pode exigir aprovação do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), o órgão antitruste federal que analisa negócios capazes de concentrar poder de mercado. Por fim, as companhias esperam concluir a transação até 30 de outubro de 2026.


    Este texto foi produzido com auxílio de inteligência artificial e revisado por um jornalista humano antes da publicação.

  • Cosan (CSAN3) formaliza venda de terras no Mato Grosso por R$ 1,85 bilhão após disputa entre arrendatários

    Cosan (CSAN3) formaliza venda de terras no Mato Grosso por R$ 1,85 bilhão após disputa entre arrendatários

    A Cosan (CSAN3) informou nesta quinta-feira (9), em fato relevante, uma atualização sobre a venda de fazendas no Mato Grosso. As partes chegaram a um acordo para dividir as propriedades e assinaram novos contratos de compra e venda com os arrendatários, que tinham direito de preferência sobre os imóveis.

    A operação soma R$ 1,85 bilhão. Desse total, cerca de R$ 586 milhões correspondem à participação indireta da Cosan. Ainda assim, a conclusão depende do cumprimento de condições precedentes usuais e está prevista para até 30 de outubro de 2026.

    A transação encerra um processo iniciado em junho deste ano, quando a companhia anunciou a venda de 41.214 hectares no estado pelo mesmo valor. A área representa cerca de 12% do portfólio da Radar, divisão de gestão de terras agrícolas do grupo.

    O plano original previa a venda do bloco a um único comprador. No entanto, cláusulas de preferência nos contratos de arrendamento abriram espaço para que os próprios arrendatários exercessem o direito de compra.

    A disputa pelo “Bloco Mato Grosso”

    A SLC Agrícola arrendava 17,6 mil dos 28,8 mil hectares agricultáveis do conjunto. Então, em 26 de junho, exerceu de forma irrevogável o direito de preferência sobre toda a área. Essa cláusula garante ao arrendatário a possibilidade de comprar o imóvel nas mesmas condições oferecidas a terceiros. Logo após, o Grupo Bom Futuro, que operava outra parcela do bloco, também declarou preferência sobre suas áreas, abrindo um impasse jurídico sobre a titularidade dos ativos.

    O fato relevante de 9 de julho encerra a disputa. SLC Agrícola, Bom Futuro e um terceiro arrendatário firmaram um acordo de segregação consensual, com a divisão negociada das propriedades e cada comprador assumindo sua parte. As empresas mantiveram as condições comerciais, mas a Cosan não detalhou como ficou a repartição entre os envolvidos.

    O papel da operação na estratégia de redução de dívida da Cosan

    A venda faz parte de um plano mais amplo de desinvestimentos da Cosan. Segundo o InvestNews, a companhia busca levantar cerca de R$ 10 bilhões com a venda de ativos e tem até meados de 2027 para zerar a dívida. Até a divulgação do fato relevante, já havia captado cerca de R$ 5,5 bilhões desde o fim de 2025, incluindo o IPO da Compass, distribuidora de gás natural do grupo, concluído em maio de 2026.

    As propriedades são voltadas ao cultivo de soja, milho e algodão. A Cosan afirmou que seguirá informando o mercado conforme a regulamentação vigente. A companhia divulgou o fato relevante em cumprimento à Resolução CVM 44, que obriga empresas abertas a comunicar eventos capazes de influenciar a cotação dos valores mobiliários ou as decisões de investimento.

    * Este conteúdo foi gerado por uma inteligência artificial com base em informações públicas e posteriormente revisado por um jornalista.