A BrasilAgro reduziu para 439,3 mil toneladas a estimativa de produção de grãos e algodão da safra 2026/2027, em fato relevante divulgado nesta terça-feira (3). O volume fica 3% abaixo da estimativa inicial e 3% acima do realizado na safra anterior.
A estimativa inicial, segundo reportagem do Money Times de 4 de setembro, previa 452,9 mil toneladas, alta de 6% sobre o ciclo anterior. Segundo o veículo, na safra 2025/2026 a produção de grãos e algodão também ficou 4% abaixo da estimativa inicial da empresa.
Menos milho, mais soja
A revisão se concentra no milho. A estimativa para o milho de primeira safra recuou 14%, para 73,1 mil toneladas, principalmente em função da menor área plantada, segundo a companhia. Para o milho safrinha, a projeção passou a 92,6 mil toneladas, redução de 4%.
Já a estimativa de soja subiu 1% em relação à projeção inicial, para 261,2 mil toneladas. Até 22 de outubro, 49% da área prevista de soja estava plantada, 17 dias à frente da safra anterior, segundo o Money Times.
A área total projetada para a safra ficou em 164.664 hectares, em linha com a estimativa inicial e 1% abaixo da safra 2025/2026. Dentro dela, a área de milho de primeira safra caiu 15%, com a redução concentrada no Mato Grosso, e a de milho safrinha, 5%. Em contrapartida, a área de soja aumentou 1%, enquanto a de outras culturas, que inclui o plantio de cobertura, avançou 8%.
Sem recuperação nos preços do milho, a companhia destinou parte das áreas menos aptas à cultura a pousio e plantio de cobertura. Em outras áreas, segundo a BrasilAgro, a melhora dos preços da soja tornou a cultura mais rentável do que o milho. Em setembro, a empresa previa aumentar em 7% a área total de milho, segundo o Money Times.
Segundo a BrasilAgro, a revisão mantém a alocação seletiva das áreas, com prioridade para culturas e regiões com melhor relação entre risco e retorno.
Colheita de cana mais lenta
Na cana-de-açúcar, a companhia reduziu a projeção de produção da safra 2026 para 2,06 milhões de toneladas, ante estimativa inicial de 2,18 milhões de toneladas. Até 30 de setembro, a BrasilAgro colheu 1,2 milhão de toneladas, contra 1,6 milhão de toneladas no mesmo período da safra anterior.
Segundo a empresa, a colheita segue impactada pelas condições climáticas e pelo ritmo de moagem das usinas. No Maranhão, o menor ritmo de moagem das usinas atrasou a colheita e adiou cerca de 175 mil toneladas para o próximo trimestre.
A cana também pesou no quarto trimestre da safra 2025/2026, quando a BrasilAgro registrou prejuízo líquido de R$ 13,943 milhões, segundo o Money Times. Na ocasião, o principal fator de pressão foi a cana-de-açúcar que a companhia não conseguiu colher e entregar no período, de acordo com o veículo.
A companhia ressalta que as estimativas são dados hipotéticos e não constituem promessa de desempenho.
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