A Cosan (CSAN3) informou nesta quinta-feira (9), em fato relevante, uma atualização sobre a venda de fazendas no Mato Grosso. As partes chegaram a um acordo para dividir as propriedades e assinaram novos contratos de compra e venda com os arrendatários, que tinham direito de preferência sobre os imóveis.
A operação soma R$ 1,85 bilhão. Desse total, cerca de R$ 586 milhões correspondem à participação indireta da Cosan. Ainda assim, a conclusão depende do cumprimento de condições precedentes usuais e está prevista para até 30 de outubro de 2026.
A transação encerra um processo iniciado em junho deste ano, quando a companhia anunciou a venda de 41.214 hectares no estado pelo mesmo valor. A área representa cerca de 12% do portfólio da Radar, divisão de gestão de terras agrícolas do grupo.
O plano original previa a venda do bloco a um único comprador. No entanto, cláusulas de preferência nos contratos de arrendamento abriram espaço para que os próprios arrendatários exercessem o direito de compra.
A disputa pelo “Bloco Mato Grosso”
A SLC Agrícola arrendava 17,6 mil dos 28,8 mil hectares agricultáveis do conjunto. Então, em 26 de junho, exerceu de forma irrevogável o direito de preferência sobre toda a área. Essa cláusula garante ao arrendatário a possibilidade de comprar o imóvel nas mesmas condições oferecidas a terceiros. Logo após, o Grupo Bom Futuro, que operava outra parcela do bloco, também declarou preferência sobre suas áreas, abrindo um impasse jurídico sobre a titularidade dos ativos.
O fato relevante de 9 de julho encerra a disputa. SLC Agrícola, Bom Futuro e um terceiro arrendatário firmaram um acordo de segregação consensual, com a divisão negociada das propriedades e cada comprador assumindo sua parte. As empresas mantiveram as condições comerciais, mas a Cosan não detalhou como ficou a repartição entre os envolvidos.
O papel da operação na estratégia de redução de dívida da Cosan
A venda faz parte de um plano mais amplo de desinvestimentos da Cosan. Segundo o InvestNews, a companhia busca levantar cerca de R$ 10 bilhões com a venda de ativos e tem até meados de 2027 para zerar a dívida. Até a divulgação do fato relevante, já havia captado cerca de R$ 5,5 bilhões desde o fim de 2025, incluindo o IPO da Compass, distribuidora de gás natural do grupo, concluído em maio de 2026.
As propriedades são voltadas ao cultivo de soja, milho e algodão. A Cosan afirmou que seguirá informando o mercado conforme a regulamentação vigente. A companhia divulgou o fato relevante em cumprimento à Resolução CVM 44, que obriga empresas abertas a comunicar eventos capazes de influenciar a cotação dos valores mobiliários ou as decisões de investimento.
* Este conteúdo foi gerado por uma inteligência artificial com base em informações públicas e posteriormente revisado por um jornalista.

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