R$ 5,1 bi: Oncoclínicas (ONCO3) protocola recuperação extrajudicial bilionária

Companhia já tem adesão de 37% dos credores e terá 90 dias para homologar o plano, que pode incluir capitalização e conversão de dívida em ações

Logotipo da Oncoclínicas & Co em fundo claro, com tipografia moderna em verde e cinza

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A Oncoclínicas (ONCO3) entrou com um pedido de recuperação extrajudicial para reorganizar cerca de R$ 5,1 bilhões em dívidas financeiras sem garantia e créditos entre empresas do grupo.

O pedido foi protocolado em 13 de julho de 2026 e já conta com a adesão de credores que representam aproximadamente 37% dos valores envolvidos.

Na prática, esse tipo de recuperação permite que a empresa negocie diretamente com os credores antes de levar o plano à Justiça. Ou seja, parte do acordo já chega encaminhada para homologação, diferentemente do que ocorre na recuperação judicial.

Oncoclínicas procura um respiro

O plano ainda está em construção, mas pode envolver uma combinação de medidas: aporte de capital pelos acionistas, conversão de dívida em participação na empresa, troca de passivos por novas obrigações e prazos mais longos para pagamento. A companhia afirma que a reestruturação não afeta a operação do dia a dia, com pagamentos a fornecedores e parceiros mantidos normalmente.

Como parte desse ajuste, duas controladas rescindiram contratos de locação do tipo built-to-suit, quando o imóvel é desenvolvido sob medida para o inquilino. Uma delas, o Centro Paulista de Oncologia, encerrou o contrato de uma unidade na Avenida Angélica, em São Paulo, com multa estimada em R$ 76 milhões já incluída no plano. Já a Cebrom, braço de radioterapia do grupo, cancelou um contrato ligado a um hospital em Goiânia; nesse caso, o valor ainda não foi definido.

O pedido foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração e ainda precisará passar por uma assembleia de acionistas.

O movimento vem após meses de negociações com credores. Em junho, a empresa tentou avançar com uma reestruturação mais ampla, mas as assembleias de debenturistas não tiveram quórum suficiente. Antes disso, a Oncoclínicas recorreu a um empréstimo emergencial para reforçar o caixa e manter os pagamentos em dia.

No primeiro trimestre de 2026, a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 438,7 milhões, mais que o triplo do resultado negativo um ano antes.

Em nota, a empresa afirmou que seguirá informando o mercado sobre qualquer novidade relevante relacionada ao processo.

* Este conteúdo foi gerado por uma inteligência artificial com base em informações públicas e posteriormente revisado por um jornalista.

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