As assembleias gerais extraordinárias da Raízen Energia e da Raízen S.A. elegeram, na última sexta-feira (30), sete titulares e sete suplentes para o novo conselho de administração de cada companhia. As duas empresas informaram a escolha em fato relevante divulgado no mesmo dia. O mandato unificado, de três anos, conta a partir da homologação do aumento de capital da Raízen S.A., prevista para até 18 de dezembro.
Em cada conselho, os credores indicaram quatro titulares, a Shell indicou dois e a Aguassanta, um. Segundo as companhias, a mudança decorre da reorganização da governança prevista no plano de recuperação extrajudicial do grupo, homologado em 30 de julho.
Antes do processo, a Shell e a Cosan tinham 44% da Raízen cada uma, segundo o NeoFeed. Agora, os credores passam a ser sócios, com cerca de 80% de participação, de acordo com o mesmo veículo.
Quem preside cada conselho
A Raízen S.A. ficará com a futura operação de distribuição de combustíveis e lubrificantes da marca Shell. No conselho dela, os credores indicaram Samuel Aguirre à presidência, além de André Dorf, Maria Gordon e Paulo Souza Queiroz Figueiredo. Felix Faber e Luiz Felipe Guimarães Coimbra ocupam as vagas da Shell.
Já a Raízen Energia ficará com a produção e comercialização de etanol, açúcar e bioenergia. Nesse caso, os credores indicaram Julio Cesar de Toledo Piza Neto à presidência do conselho, ao lado de Kenneth John Monaghan, Mário Martins Peixoto Netto e Nelson da Silva Cardoso de Oliveira. Felix Faber e Luiz Felipe Guimarães Coimbra também representam a Shell nesse colegiado.
A cadeira da Aguassanta
Nas duas companhias, a vaga da Aguassanta depende de ela participar da capitalização da Raízen S.A., com a subscrição e a integralização de R$ 500 milhões em ações. Se o aporte se concretizar, Rubens Ometto Silveira Mello ocupa o assento; caso contrário, a cadeira fica com Roland Alexander Ilube, indicado pela Shell. Até então, Rubens Ometto Silveira Mello presidia o conselho da Raízen, segundo o NeoFeed.
O aporte integra um aumento de capital que pode chegar a R$ 39,8 bilhões, que as mesmas assembleias aprovaram, segundo o Money Times. A operação prevê ainda aportes de até R$ 3,5 bilhões da Shell, de acordo com o veículo.
Executivos e próximos passos
As companhias também indicaram executivos que já integram seus quadros para conduzir os negócios depois da separação. Para a distribuição de combustíveis e lubrificantes, a indicação recaiu sobre Lorival Nogueira Luz Jr., que assina o fato relevante como CFO e diretor de relações com investidores. Para etanol, açúcar e bioenergia, a escolha foi Geovane Dilkin Consul, atual vice-presidente dessa área, segundo o NeoFeed.
Segundo as companhias, a escolha busca garantir a continuidade da transformação operacional e financeira dos últimos dois anos.
A atual administração continua inalterada até a homologação da capitalização, que depende das condições suspensivas previstas no plano. Quando isso ocorrer, os mandatos dos atuais conselheiros terminam, os eleitos tomam posse e as companhias divulgam a composição definitiva da nova administração.
A separação deve resultar em duas companhias abertas e independentes, segundo o Money Times. De acordo com o veículo, a Raízen também vai iniciar trabalhos preparatórios para um processo competitivo que avalie possíveis investimentos no negócio de distribuição de combustíveis.
Leia a íntegra do fato relevante no sistema de documentos da CVM.



