A Turbi propõe emitir até R$ 200 milhões em debêntures conversíveis em ações, em até duas séries e com colocação privada, segundo fato relevante divulgado na última sexta-feira (30). O Conselho de Administração deu aval aos termos gerais da 15ª emissão em caráter preliminar, e a operação ainda depende da Assembleia Geral.
A proposta prevê até 200.000 debêntures com valor nominal unitário de R$ 1.000, prazo de até 36 meses e juros prefixados de até 2,50% ao mês. Os juros não têm pagamento periódico: a companhia vai capitalizá-los e incorporá-los ao valor nominal de cada título.
Conversão em ações e bônus
No vencimento, as debêntures se convertem obrigatoriamente em ações preferenciais classe D da Turbi, de acordo com o fato relevante. A companhia também deverá resgatar antecipadamente os títulos nas hipóteses da escritura, incluindo a mudança de controle.
Quem subscrever as debêntures ainda receberá bônus de subscrição, que dão direito a subscrever ações preferenciais classe D. Segundo a companhia, o preço de exercício desses bônus poderá ser simbólico.
Os acionistas terão direito de preferência na subscrição das debêntures e dos bônus, na proporção de suas participações. Segundo reportagem do NeoFeed de 21 de agosto de 2026, a Arc Capital detinha 31,9% da companhia, enquanto a Red Asset tinha 13,6%.
Dinheiro e créditos
Os subscritores poderão pagar os títulos em dinheiro ou com créditos que tenham contra a Turbi e suas controladas. Segundo a companhia, o dinheiro vai para reforço de caixa e capital de giro, enquanto a parte paga com créditos servirá para liquidar essas dívidas.
De acordo com a mesma reportagem do NeoFeed, a Turbi teve receita líquida consolidada de R$ 179,9 milhões no primeiro semestre de 2026. No período, o prejuízo líquido somou R$ 47,2 milhões, contra R$ 29 milhões um ano antes, segundo o veículo.
O NeoFeed também informou, em agosto, que a companhia avaliava duas propostas de captação via equity, na faixa de US$ 40 milhões a US$ 60 milhões.
Próximos passos
Os termos definitivos ainda estão em negociação e podem mudar até uma nova reunião do Conselho de Administração. Depois disso, a emissão e os bônus só produzem efeitos quando a Assembleia Geral der aval.
A emissão não terá intermediação nem registro na CVM. Já a quantidade final de debêntures e a divisão entre as séries ficam para a escritura, que admite colocação parcial.
Leia a íntegra do fato relevante no sistema de documentos da CVM.



