A Engie Brasil Energia (EGIE3) protocolou nesta segunda-feira (6) na CVM uma oferta pública primária de ações que pode movimentar até R$ 10,5 bilhões. O objetivo é completar a aquisição da fatia de 40% da usina hidrelétrica de Jirau, hoje nas mãos de sua controladora, a Engie Brasil Participações (EBP).
Por volta das 16h desta segunda-feira, as ações da Engie (EGIE3) subiam 0,53%.
A oferta parte de 178,7 milhões de ações, equivalentes a R$ 5,744 bilhões ao valor de referência, e pode ser ampliada em até 82,8% para atender a demanda adicional, chegando a cerca de R$ 10,5 bilhões. O excedente, nesse caso, entra em dinheiro no caixa e será destinado ao que a companhia chama de otimização da estrutura de capital.
Os acionistas atuais têm prioridade para subscrever proporcionalmente à participação que já detêm, no período de 6 a 10 de julho, o que lhes permite evitar diluição. O preço por ação será definido em 14 de julho, após o bookbuilding, com liquidação prevista para o dia 17. Coordenam a operação Itaú BBA, como líder, Santander, Bradesco BBI, BTG Pactual e Morgan Stanley.
Os detalhes da oferta
Jirau, no Rio Madeira (RO), é a quarta maior hidrelétrica do Brasil, com 3.750 MW de capacidade instalada. Os demais 60% seguem com Axia Energia (40%) e Mitsui (20%).
A EBP, controladora com 68,7% da companhia listada, comprometeu-se a subscrever R$ 5,744 bilhões em ações novas integralizando com as próprias ações da Jirau, e não em dinheiro — uma contribuição de bens. Concluída a oferta, a companhia listada passa a ser dona direta dos 40% da usina.
Engie e o investidor
Por se tratar de uma transação entre partes relacionadas — a controladora transferindo um ativo à controlada —, o valor da Jirau passou por laudo de avaliador independente, a Apsis, que apontou uma faixa de R$ 5,39 bilhões a R$ 5,93 bilhões, com valor intermediário em torno de R$ 5,66 bilhões.
O valor final de R$ 5,744 bilhões resulta da atualização por CDI até 30 de junho. A operação foi aprovada em assembleia geral extraordinária em 2 de julho, com o apoio de 89,81% do capital votante; a EBP, por ser a vendedora, absteve-se das deliberações sobre o laudo.
A oferta é restrita a investidores profissionais, com exceção da prioridade garantida aos atuais acionistas, e segue o rito de registro automático da Resolução CVM 160.
No mesmo movimento, a Engie protocolou o pedido de registro de uma emissão de debêntures de até R$ 700 milhões, em duas séries, também sob o rito automático da CVM 160. Os recursos são destinados a recompor capital de giro.
* Este conteúdo foi gerado por uma inteligência artificial com base em informações públicas e posteriormente revisado por um jornalista.

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