Credores titulares de mais de R$ 4,3 bilhões em créditos já aderiram ao plano de recuperação extrajudicial da Oncoclínicas (ONCO3), segundo fato relevante divulgado nesta quarta-feira (4). O valor corresponde a 74,6% da base de créditos abrangidos, de aproximadamente R$ 5,8 bilhões sem os créditos intercompany.
A companhia recebeu novas adesões, que entraram nos autos do processo também nesta quarta-feira (4). Na última sexta-feira (30), a Oncoclínicas já havia informado que a adesão ultrapassara a metade dos créditos abrangidos e atingira o quórum mínimo exigido pela Lei nº 11.101/2005.
Naquele momento, a adesão era de credores que representavam 61,6% dos créditos abrangidos, segundo o Seu Dinheiro. O veículo informou ainda, no último sábado (31), que caberia à Justiça determinar a publicação do edital previsto no artigo 164 da Lei 11.101/2005.
O processo corre na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível da Comarca de São Paulo. Ele envolve a Oncoclínicas e determinadas sociedades controladas por ela.
Como o processo começou
A Oncoclínicas protocolou o pedido de recuperação extrajudicial em 13 de julho, segundo o NeoFeed. O objetivo era reestruturar cerca de R$ 5,1 bilhões em dívidas financeiras quirografárias. Na época, a companhia afirmou que o processo não abrangeria as obrigações operacionais com clientes, fornecedores e parceiros, de acordo com o Seu Dinheiro.
Segundo o NeoFeed, a crise da companhia se aprofundou em abril. Naquele mês, ela quebrou um covenant de dívida ao reportar alavancagem de 4,3 vezes na relação entre dívida líquida e Ebitda. Já no segundo trimestre de 2026, a Oncoclínicas aumentou o prejuízo líquido para R$ 475,7 milhões, de acordo com o InfoMoney.
Nascida em Belo Horizonte (MG), a empresa surgiu com tratamentos oncológicos como núcleo do negócio, segundo o Seu Dinheiro.
Leia a íntegra do fato relevante no sistema de documentos da CVM.



